RELATÓRIO TÉCNICO DE CONFIABILIDADE E DESGASTE

Ítem Analisado: Corrente de Redler
Transportador de Redler: Abastece os Silos
Tag: RD28 

Cliente: Fábrica de Ração
Simulação: Abaqus (Implicit) 
Equipe Técnica: RTH Engenharia de Aplicação e Confiabilidade

1. OBJETIVO DO RELATÓRIO

Este relatório apresenta a análise técnica do desgaste do conjunto tribológico pino x bucha da corrente de Redler do RD28, com estudo realizado no software Abaqus, considerando operação 24/7 a 300 t/h, velocidade de 0,73 m/s e comprimento de 55 metros.

2. RESULTADOS DA SIMULAÇÃO (700.000 CICLOS)

  • Horas de trabalho: 29.300 h
  • Ajuste de tensionamento: 777,2 mm
  • Meses de trabalho: 40,7 meses (3,4 anos)

Conclusão: A substituição deve ser programada ao atingir o ajuste de tensionamento de 777,2 mm (Desgaste linear).
"Run to Failure": Após, esta medida, a Corrente de Redler entra em Desgaste Acelerado potencializando à falha abrupta.

3. TRIBOLOGIA DO CONJUNTO PINO X BUCHA

  • Bucha: SAE 8620 cementado, 56–58 HRC
  • Pino: SAE 4140 temperado, 46–48 HRC

Observação: A bucha foi projetada para sinalizar o desgaste antes do pino, funcionando como elemento de segurança e informação contra falha por fadiga. O desgaste é preferencialmente interno (mancalização).

3.1.  Tribologia na Corrente de Redler. O movimento relativo da Bucha e do Pino:

Tribologia é um estudo que envolve:

  • Coeficiente de atrito (adimensional);
  • Taxa de desgaste volumétrico (ex: mm³/N·m ou mm³/h);
  • Pressão de contato (MPa);
  • Velocidade relativa (m/s);
  • PV (pressão × velocidade) — indicador clássico em análise tribológica de superfícies deslizantes (Bucha e Pino).

4. SENTIDO DE MONTAGEM

A corrente de Redler do RE28 possui sentido correto de montagem. A inversão provocaria:

  • Sobrecarga nos contra pinos
  • Maior amassamento dos elos de arraste
  • Potencial parada por quebra do contra pino da corrente de redler

Solução aplicada: marcações visuais nos elos para garantir montagem correta.

5. INSPEÇÃO VISUAL E PARTICIPAÇÃO DO OPERADOR (TPM)

  • Treinamento do operador como parte ativa da inspeção
  • Marcação milimétrica no módulo tensor acompanhamento direto dos valores de alongamento

Check Visual Sugerido:

  • Tensionamento
  • Amassamento nos dentes das rodas dentadas
  • Sinais de laminação da Corrente de Redler nos dentes da Roda Dentada
  • Corrente de Redler laminando na lateral da caixaria e/ou no fundo da caixaria

6. RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS

  • Evitar "Run to Failure" Desgaste linear é previsível. Desgaste acelerado (pós-perda de passo) leva à falha abrupta.
  • Uso de engrenagens com marcação de desgaste: Facilitam a inspeção visual e ajudam a evitar a substituição de corrente nova com roda comprometida.

7. DADOS PARA INSPEÇÃO PREDITIVA

Indicador

Valor

Ação Recomendada

Tensionamento máximo   ajuste

777,2 mm

Programar troca

8. BASE TÉCNICA

  • Normas DIN 8187/8188, ANSI B29.100
  • Simulação por Elementos Finitos com Abaqus (Dassault Systèmes)

9. CONCLUSÃO

Soluções propostas somam confiabilidade, previsibilidade e redução de OPEX.

A estratégia de desgaste controlado pela bucha é segura e recomendada

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